quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Rótulos? Preconceito? Será?
Foi mais ou menos assim... Era fim de tarde, tarde quente, tarde próxima ao Natal, tarde... a farmácia estava cheia, como costuma está... é incrível como as pessoas frequentam farmácias... ou o mundo está muito doente,ou o ar condicionado do lugar chama visitantes... bem, enfim, vamos voltar ao fato. A jovem senhora se aproxima do balconista e pede uma pomada que sirva para pancadas, o recepcionista logo faz uma lista de possibilidades, diversos cremes e pomadas que aliviam a dor, que possuem calmantes, etc e tal. Mas a cliente explica que não precisa ser um medicamento muito sofisticado, basta ser eficiente para reduzir "as manchas roxas"... Neste momento, uma senhora de um pouco mais de idade, que está ao lado e escuta o pedido logo se coloca:
- Ow minha filha, está precisando de pomada para manchas roxas no corpo?
E com um tom de voz de compaixão lança um olhar de solidariedade sobre a possível causa de tantas manchas roxas pelo corpo...
Percebendo o possível equívoco na interpretação dos fatos, a jovem diz:
- Não!!! Essas manchas nem estão doendo... ninguém me machucou não!
Com uma expressão de alívio e cada vez mais interessada em conversar, a senhora comenta:
- Ahhh... então deve ser raiva não é? O povo diz que raiva deixa mancha roxa pelo corpo, né?
Nossa!!! Quantos equívocos de interpretação... é melhor explicar logo, antes que a imaginação comece a trazer outras possibilidades... Foi então que a moça decidiu explicar de forma bem singela a origem das tais manchas roxas do corpo:
- Não senhora! Não foi raiva não! É que eu pratico POLE DANCE, aquela dança do poste sabe? Aí ficou roxo!!!!
Uma pequena pausa aconteceu... o vendedor parou para olhar a moça de uma forma disfarçada e desconfiada, e a senhora, que até pouco tempo atrás estava comovida e com o coração muito penoso devido a possíveis agressões que não existiram de fato, simplesmente lançou sobre a moça um olhar de desprezo e reprovação e a deixou falando sozinha com suas ingênuas explicações... O olhar daquela senhora falou mais alto do que qualquer grito preconceituoso que se pudesse ouvir... Mas que tipo de mulher pratica Pole Dance?
E a jovem vai em direção ao caixa pensando:
- Era melhor ter dito que apanhei do marido!!???
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Música para alegrar...
Para cada desafio, para cada decepção, para cada tropeço que me for dado e apresentado...
...presenteio de volta a minha perseverança, a minha vontade, a minha persistência...a minha louca paixão pelo som...
Para barulhos intensos e ruídos desalinhados, ofereço uma linda melodia...
Quando a cabeça está perdida por lugares sem cor, nada como a junção de notas musicais penetrando o ouvido externo e colorindo os ruídos abstratos...
Esse foi o remédio que usei hoje para sarar esse aperto não sei onde e aonde...
Música sempre salvou os piores e melhores momentos...
https://www.youtube.com/watch?v=Jqr5_w7qH-g
*compartilhando essa linda música: Kisses and cake
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Para um dia difícil...ser criança e ser adulto...
Desde criança, todas as vezes que eu me sentia triste, perdida ou incapaz de expressar para alguém o que estava sentindo, eu colocava em um caderninho o meu sentimento em forma de palavras... as vezes palavras bem sem sentido (eu encontrei o tal caderninho um dia desses), mas sempre palavras que de alguma forma aliviavam a pressão do que eu sentia...palavras, apenas palavras...
Em 2015 o recurso similar para despejar o sentimento não é mais o caderninho, agora temos um blog... Ehhhhhh... pois que seja nele...
Estava pensando agora se nos é oferecido muito tempo para aprendermos "ser adulto" ! Mas o que é ser adulto mesmo? Vejo adultos cronológicos guardando traços e gestos de uma criança... Por que ainda criança? Foi a metodologia que não se adequou??? Será desculpa para agir como criança? Mas o que é mesmo ser criança? Ter 10 anos completos (seguindo a OMS)? Ter 12 anos completo (seguindo o ECA)? Ou ser criança é ser sempre otimista? Sempre escuto por aí a frase "não deixe a criança que existe em você morrer!" Que cronologia é esse que estou falando? Você está entendendo? Estou questionando outras dúvidas abertas... e quando a criança precisa ser adulto logo para auxiliar o adulto que já é adulto? E quando a criança que agora é adulto precisa cuidar do adulto que agora é criança?
Nossa!!! Que confusão! Por isso a necessidade do caderninho! De repente percebo uma adaptação que a vida requer de mim que não dá tempo para me preparar, não dá tempo para ensaiar e ver se dará certo... tem que ser agora e tem que ser! Pois então tá!!! Mas quem disse que é fácil? Quem disse que será sem dor?
Dor? Que dor?? Dor de crescer? Dor de quê? Dor... só dor... Mas sem querer que se transforme em sofrimento, em peso no olhar, em ombros caídos, em passos arrastados... é uma dor aguda... dor de alma... dor de questionamento... Para não se transformar em sofrimento não vou resistir a situação... como já ouvi por aí “é a nossa resistência às coisas que causa nosso sofrimento”.
As situações são como são... existem muitas coisas que podemos mudar e outras tantas que não! O que eu não posso mudar, preciso saber conviver... e uma das coisas que não posso mudar é o tempo que já passou... é a vida que já correu... é o espaço que já se deu... já foi... anos passaram... e agora tenho que saber lidar com a criança, o adulto, a criança...
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Iguais e/ou diferentes...
E já que o início foi marcado pelas diferenças que convivemos internamente... que tal falarmos das diferenças que unem diferentes?
Um dia desses escutei a pergunta: O que faz duas pessoas ficarem juntas? Resposta: Amor? Conclusão: Muito mais que isso... muitos fatores combinados fazem essa fórmula reagir e dar certo. A combinação de vários sentimentos, de muitas realidades, de outras tantas discordâncias possibilitam a estadia a dois. Cheia de nuances e intensidades diversas, mas tão interessante de ser vivenciada.
Escolhe-se dividir a vida e a vida é vivida e ponto! Vivida a dois, vivida por dois, vivida por cada um, vivida...
A realidade de compartilhar a vida com alguém que parece ser totalmente diferente de mim me soava, por vezes, como algo assustador. Eu sempre pensava como será que funcionava a vida de duas pessoas que moram juntas e ao término de uma forte discussão teriam que dormir juntas? E teriam mesmo que dormir juntas???? Como será que conseguem? Como é dividir o quarto, o banheiro, o espaço, a vida???? Muito complexo, pensava eu! Sei nem se consigo! rs
Foram e são muitas descobertas diárias. Descobri que a gente não conhece as pessoas totalmente, e não é por que elas são más ou falsas, não... não as conhecemos por que pessoas mudam constantemente e a beleza está justamente nisso... o meu pensamento de 3 horas atrás pode ter sido mudado e refletido mais de uma vez sobre diversas coisas... que louco... então o primeiro aprendizado dessa empreitada de juntar diferentes é ter a convicção que as pessoas mudam e isso é muito bom! Mudam de ideia, mudam de posicionamento, mudam de opinião, mudam de posição... mudam...
Outro desafio a ser vencido é como entender que o seu companheiro não precisa e não é igual a você!!!! Quanta dificuldade para aprender o óbvio, não é? Mas é um aprendizado que só se experimenta vivendo. Não conseguimos transformar o outro, o outro SE transforma (ou não... rs) e nada mais. Perdi muito tempo tentando ser igual e mais tempo ainda tentando torná-lo igual a mim... não dá certo! Cada um é o que é! Aceitemos! E quando aceitamos tudo se torna mais leve...
Nossa! Quanto aprendizado... como conviver com tantos defeitos? Pensava eu! Só esquecia nesse momento, dos MEUS próprios defeitos... nessa hora é possível perceber que não se deseja um alguém que não tenha defeitos, mas alguém que tenham defeitos que possam ser superados por tantas outras qualidades. Então a gente não se junta com quem não tem defeito, mas com quem tem qualidades que nos agradam. Lembrei de Clarice Lispector dizendo que pode ser perigoso cortar até seus próprios defeitos, pois nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Pois não é!? Imagina eliminar o defeito do outro!!! Nem pensar!!!
E os aprendizados não param! São diários, são contínuos e são maravilhosos...não encontrei um parceiro parecido comigo, nem acho que fui atraída pelo oposto, nem muito menos acredito que um complementa o outro (somos inteiros, rs)... nos encontramos e decidimos compartilhar nossas vidas e viver tudo que seja possível viver!
E lá se vão quase 10 anos...
A realidade de compartilhar a vida com alguém que parece ser totalmente diferente de mim me soava, por vezes, como algo assustador. Eu sempre pensava como será que funcionava a vida de duas pessoas que moram juntas e ao término de uma forte discussão teriam que dormir juntas? E teriam mesmo que dormir juntas???? Como será que conseguem? Como é dividir o quarto, o banheiro, o espaço, a vida???? Muito complexo, pensava eu! Sei nem se consigo! rs
Foram e são muitas descobertas diárias. Descobri que a gente não conhece as pessoas totalmente, e não é por que elas são más ou falsas, não... não as conhecemos por que pessoas mudam constantemente e a beleza está justamente nisso... o meu pensamento de 3 horas atrás pode ter sido mudado e refletido mais de uma vez sobre diversas coisas... que louco... então o primeiro aprendizado dessa empreitada de juntar diferentes é ter a convicção que as pessoas mudam e isso é muito bom! Mudam de ideia, mudam de posicionamento, mudam de opinião, mudam de posição... mudam...
Outro desafio a ser vencido é como entender que o seu companheiro não precisa e não é igual a você!!!! Quanta dificuldade para aprender o óbvio, não é? Mas é um aprendizado que só se experimenta vivendo. Não conseguimos transformar o outro, o outro SE transforma (ou não... rs) e nada mais. Perdi muito tempo tentando ser igual e mais tempo ainda tentando torná-lo igual a mim... não dá certo! Cada um é o que é! Aceitemos! E quando aceitamos tudo se torna mais leve...
Nossa! Quanto aprendizado... como conviver com tantos defeitos? Pensava eu! Só esquecia nesse momento, dos MEUS próprios defeitos... nessa hora é possível perceber que não se deseja um alguém que não tenha defeitos, mas alguém que tenham defeitos que possam ser superados por tantas outras qualidades. Então a gente não se junta com quem não tem defeito, mas com quem tem qualidades que nos agradam. Lembrei de Clarice Lispector dizendo que pode ser perigoso cortar até seus próprios defeitos, pois nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Pois não é!? Imagina eliminar o defeito do outro!!! Nem pensar!!!
E os aprendizados não param! São diários, são contínuos e são maravilhosos...não encontrei um parceiro parecido comigo, nem acho que fui atraída pelo oposto, nem muito menos acredito que um complementa o outro (somos inteiros, rs)... nos encontramos e decidimos compartilhar nossas vidas e viver tudo que seja possível viver!
E lá se vão quase 10 anos...
"Quem vai entender, tão iguais e diferentes quanto eu e você!!!!" - Capital Inicial
sábado, 16 de maio de 2015
E era Baunilha com a agitação da pimenta...
Comecemos
do começo... estou tentando ingressar no "mundo dos blogs", não sei se levo jeito ou terei desenvoltura para manter, mas vou tentar... um espaço para publicar meus pensamentos sem precisar "carregar a linha do tempo das pessoas" me pareceu interessante.
Então de início vou recorrer ao Wikipédia para conceituar elementos textuais importantes desse espaço...rs (Pouco original? Talvez! Mas... Totalmente confiável? Não... Mas...)
Vamos lá...
Pimenta é o nome comum dado a várias plantas, seus frutos e
condimentos deles obtidos, de sabor geralmente picante. Porém, este termo tem
acepções diferentes nos vários países lusófonos. No Brasil, o termo
refere-se tanto às espécies de Capsicum como as de Piper e Pimenta.
Já o termo pimento ou pimentão é utilizado para as variedades doces de Capsicum
annuum, também designadas como pimentas-doces. As variedades
de Piper nigrum são designadas por pimenta-do reino. O termo
malagueta ou pimenta-malagueta é usado para variedades de Capsicum
frutescens. Em Portugal, o termo é aplicado sobretudo para os
géneros Piper e Pimenta e para condimentos
obtidos a partir de Capsicum, como apimenta-caiena. Para as plantas
do género Capsicum se usam pimento, malagueta ou piripíri; o
primeiro é mais usado para as variedades doces de Capsicum annuum e
os últimos para as variedades picantes; o termo piripíri refere-se geralmente
a Capsicum frutescens.
Embora hajam diversas espécies de
pimentas provindas do continente africano, foram os europeus que incluíram em
sua culinária a pimenta e deram inicio a domesticação de sua cultivação.
Baunilha (do castelhano vainilla, pequena
vagem) é uma especiaria usada como aromatizante, obtida de orquídeas do gênero Vanilla, nativas do México. A baunilha é a segunda especiaria mais cara, a seguir
ao açafrão, devido à mão-de-obra necessária na
produção das vagens. Apesar do custo, é muito apreciada pelo seu flavor, que o autor Frederic Rosengarten, Jr. descreveu em The
Book of Spices como "puro, apimentado, e delicado" e pelo
seu aroma floral complexo descrito com um "bouquet peculiar". É
usada na produção de bolos, sobremesas
em geral,perfumes, e na aromaterapia. Na
maioria das línguas, a baunilha é designada por termos foneticamente muito
semelhantes:
vanilla em inglês, wanilia em polonês, vanilje em sueco e vanille em francês...
E então... aprecio demais essa possibilidade de misturar doce e apimentado, a ideia de várias em uma só sempre foi um mistério que se mostrou interessante aos meus olhos... falar o que se pensa e sente nem sempre é uma opção fácil, é preciso saber se consegue dar conta das consequências. Pimenta faz arder mais do que deveria, ás vezes... mas nada que um leve toque de baunilha não "adocique"... até a próxima "ardida" de olho. Extremamente agitada e ás vezes suave... pimenta e baunilha.
Penso as vezes na coincidência (ou não) da escolha da minha mãe em colocar em mim um nome de comida... engraçado, diferente, estranho... aí a pessoa com nome de comida decidiu cursar nutrição e lidar diariamente com as temáticas da alimentação... nossa!!! Mas baunilha também é flor... e como uma pessoa com personalidade tão forte pode ter nome de flor? Não combina, né? Mas por que não? Doce, arisca, suave, agitada, alegre, estourada...
Penso as vezes na coincidência (ou não) da escolha da minha mãe em colocar em mim um nome de comida... engraçado, diferente, estranho... aí a pessoa com nome de comida decidiu cursar nutrição e lidar diariamente com as temáticas da alimentação... nossa!!! Mas baunilha também é flor... e como uma pessoa com personalidade tão forte pode ter nome de flor? Não combina, né? Mas por que não? Doce, arisca, suave, agitada, alegre, estourada...
Idas e vindas... começos e retornos... descobertas e redescobertas... sim e não... direito e esquerdo... acreditem, existe muito mais que isso... são muitas outras possibilidades que vão além da dicotomia que criamos, que criaram, que seguimos...
Por isso... bem vindos ao Pimenta com Baunilha!!!
"Eu... eu... nem eu mesmo sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então."Lewis Carroll
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