domingo, 11 de dezembro de 2016

O tempo...



Nossa... quanto tempo que não utilizo esse espaço...

Deve ter sido por falta de tempo...

Tantas coisas para fazer e prazos para cumprir que faltou tempo...

Pouco tempo para parar um pouco e escrever...

Não sobrou tempo para vir aqui...

Comecei a pensar se terei tempo de ter tempo de pensar no tempo que não tenho nunca...

De quanto tempo precisamos para valorizar o que realmente é valioso? 

Quanto tempo você acha que tem?

Que tempo é esse que nunca temos?


https://www.youtube.com/watch?v=z91z1q4uOgw

domingo, 19 de junho de 2016

Rebelião...






Sabe quando a alma enxarca de dizeres silenciados e a sensação de explosão se aproxima cada vez mais rápido? Bummmmm

Quem silenciou você menina? Quem deixou tanta fala se acumular?
.
.
.
.
Silêncio!!
.
.
.

Foi você mesma não foi?
Foi a vida!
Foi a alma!
Foi a lágrima!
Foi a dor!
Foi a fala não falada...

Mas agora você se achou?
Se encontrou?
Se descobriu?

Todo dia... toda hora... de cada vez... um pouco mais!
A beleza do encontro de si mesma com o silêncio da sua alma é tão forte, tão grande, tão intenso, tão mágico...
Que há de se ter cuidado para não se calar outra vez...
É chegada a hora do falar, do expressar, do fazer!
DO SER!
Ser você! Ser o que quiser!
Sem asfixia de alma...
Sem celas de coração...
Sem grades e sem prisão!
Só rebelião...


                                                                                                                         Vanille Pessoa


sexta-feira, 29 de abril de 2016

As histórias, os caminhos





Lembranças
Recordações
Memórias
Saudades

de pessoas
de momentos
de sensações
de si mesma...

domingo, 17 de abril de 2016

Para o dia 17 de abril de 2016...




“MINHA BOCA EM MOVIMENTO”
Natália Siufi Rizzo, atriz da Cia de teatro Parlendas

Descansa, tempo de jogar xadrez!
Não existe só três cores nesse arco-íris
Não se resume só a Verde, Amarelo e Vermelho meu coração
Não se faz política sem discussão
Não se sai pra rua sem organização, reunião
Debate de quarteirão em quarteirão
Representante de bairro, sabe?
Acho que nossos avós sabiam
Nossos pais talvez se lembrem
Ditadura, dureza que massacrou nossa classe,
Destruindo nossas cozinhas
Que eram o público da casa, os espaços de conversa
Agora com TVs ligadas,
iPhones, tomadas,Faces, Twittadas,
Ninguém proseia mais nada
E a mídia nadando de braçada
Determinando caminhos, abrindo estrada
Como quem não quer nada
Presidindo um país sem presidente
Um País Estado ausente
Que é pau mandado do exterior
E a vale do Rio Doce? E a Samarco? E a lama?
E a monsanto com sua microcefalia programada?
E a zika social instaurada?
Isso não vale panelada?
Se a estrela vermelha fosse a sombra, era mais fácil
Difícil é expulsar multinacionais, capitais internacionais, impostos, dívidas ilegais
Rediscutir a bancada, explodir à explanada
Tocar fogo nessa engrenagem emperrada
Onde trabalho é vendido à baciada
E preta e pobre é estuprada
E favela é turismo de bacana
Difícil é ter tempo para conversar, construir
Organizar outro mundo possível
Que tenha de fato cores, que tenha de fato amores
Que expulse estes tumores, que pare de tremer nesses rumores
Que fortaleça o que é ser público
Abandonando o indivíduo... ego, bandido
Esse sim, roubando nosso espaço, rompendo laços, impedindo abraço
E mais amor com menos polícia, é uma vida sem medo
Sem tanto brinquedo acessório
Onde o ser humano aprende a lavar sua roupa, bancar sua vida e cozinhar seu alimento
E pra isso tem que ter tempo
O que nos cabe talvez seja roubar de volta o nosso tempo
Pra ter tempo de jogar conversa fora
Desligar os televisores, falar de nossas dores
De tantos dinheiros tarjas pretas, indústrias farmacêuticas
Hospitais da morte programada
É começar a construir outras estradas
Sem tantas bandeiras levantadas
E deixa eles pra lá! Deixe a Dilma lá!
Isso é golpe de gente sacana, machista, imperialista!
Coisa de bacana que quer que o Brasil perca tempo pra continuar cobaia
Pra continuar mão de obra barata
Pra continuar matéria prima de graça
Pra continuar exportando soja, cana, gado
Pra continuar comendo enlatado
Isso não se faz!!
DA MINHA BOCA EM MOVIMENTO,
TEM MAIS CORES E MENOS LAMENTO!
SIGO VIVENDO!

terça-feira, 15 de março de 2016

Aconteceu ontem em sala de aula...



A vida de professora me permite vivenciar uma mistura de sentimentos e sensações que acho um dos aspectos mais bonitos da minha profissão.
Vou compartilhar algo muito significante que vivi ontem.
Vou contar sem floreios e rodeios... só contar!

Bem, meus alunos da disciplina de Educação Nutricional estão sempre cheios de provas, seminários, trabalhos e exercícios para fazer. Muitas disciplinas de uma vez só, força o estudante a fazer escolhas:
eles escolhem estudar para uma prova ou ler um texto interessante,
escolhem estudar para uma prova ou dormir,
escolhem estudar para uma prova ou assistir a um filme,
escolhem estudar para uma prova ou para outra...
E fico pensando, será que escolhem? É este o verbo?

Enfim, o fato é que em uma de minhas aulas, ao fazer uma pergunta considerada simples por mim, o silêncio imperou na sala e aqueles jovens futuros nutricionistas não conseguiram elaborar uma ideia do que eu havia perguntado.
Poxa! Meu coração de professora se encheu de tristeza e decepção. Pensei: não foi o meu texto o escolhido para ser lido por eles. Mas aí lembrei de Paulo Freire, tentei com amorosidade explicar para eles o que significava aquela momento. Saí triste da sala, mas logo passou e esqueci daquele sentimento da aula.

Mas quando retornei para aula na outra semana vivenciei algo que não esquecerei.

Um aluno pediu a fala e disse que a turma havia refletido sobre o que havia acontecido na aula passada e refletindo, chegaram a um entendimento que realmente precisavam ler sobre aquele conteúdo da disciplina de Educação Nutricional.
Nessa hora, eu já estava tomada de emoção por ter ouvido a frase "NÓS REFLETIMOS JUNTOS", afinal não é isso que um professor deseja? Que seus alunos PENSEM! REFLITAM! ELABOREM! Eles decidiram estudar juntos e juntos elaboraram uma resposta para pergunta que ficou no vácuo na aula passada. Me entregaram um cartaz e agradeceram pela "bronca amorosa".
E foi possível ter aula depois disso?
Claro que sim, foi preciso só enxugar as lágrimas e abrir o sorriso da alma de professora!

Vanille Pessoa


terça-feira, 8 de março de 2016

Devaneios da madrugada...



Sabe quando dá uma vontade de não sei o quê?
Quando o pensamento começa a ficar meio não sei como?
Quando a cabeça dá voltas não sei por onde?
E quando se sente uma sensação meio sei lá?

Pois então...
Ela está meio assim hoje...

E alguém por acaso sabe explicar o porquê? 
Claro que não, né?
Se nem ela mesmo conseguiu trazer o conceito...
                                                          a definição...
                                                          a explicação...
                                                          a clareza...

Ela não consegue explicar simplesmente por que se perdeu dentro da melodia que toca repetidamente em sua mente, em sua alma, em suas veias.
A melodia conduz o seu pensamento para outros espaços, outras realidades, outros lugares, outros tempos.

Tempos...Tempo... era isso que atrapalhava a garota. Por isso ela desistiu de brigar com a ampulheta e decidiu ver a fina areia cair ora rápida demais, ora tão lenta que parecia ter congelado... Ela se permitiu... 
                         se aceitou... 
                         se enxergou...
                         se entendeu?

Claro que não moço! Assim perde a graça! 

Vanille Pessoa 






terça-feira, 1 de março de 2016

A vida permite quando a gente se permite...





     Quando decidi ir trabalhar numa cidade pequena no interior da Paraíba nem podia imaginar como os meus horizontes podiam se expandir... Controverso? Eu pensaria que sim 6 anos atrás...

     Menina, você vai fazer o quê numa cidade desse tamanho? Perguntavam os leigos de vida. E não vou mentir... me perguntei também! Leiga também era... ainda sou... mas menos, um pouco menos a cada dia que decido VIVER. 

    Só que algo aconteceu, algo surpreendente, algo novo, algo mágico... algo... Aconteceu que eu me permiti... permiti que meus olhos não apenas observassem o visível, mas decidi treinar o olhar para além do que era possível ver... O tal olhar... Ahh... o olhar...

     E quando você se permite não é apenas a visão que sofre alterações loucas. Todos os sentidos são modificados, aflorados, sensibilizados, tocados, transformados...Incrível! O sabor é realçado por cores que você nem percebia. O cheiro de eucalipto na estrada é tão intenso que faz você ficar segundos de olhos fechados esperando o toque da noite em seu nariz... e a noite toca... suave e perfumada. E o som? Nossa!!! Melodias são tiradas de frases, sussurros, gritos, berros e silêncios... Música... tudo vira música! 

     Coisa boa quando a gente se permite... uma simples noite de sexta-feira de lua pode se transformar numa trilha guiada por estrelas num caminho de eucaliptos perfumados numa estrada que pode até levar a uma casa de bonecas... 
Podia ficar em casa descansando... a semana foi pesada de trabalho e suor... mas decidiu se permitir... decidiu ir... decidiu caminhar... decidiu olhar... decidiu sentir... que bela decisão! Pois chegando lá, quando pensou que acabava, não era o fim, tudo começava... eram outros sons e cheiros... era sanfona e triângulo harmonizando com o calor e cores da fogueira. Era "um monte" de gente nova... monte de gente! Era alimento servido na telha e alimento servido na alma! 

   Podia ter ficado em casa... mas foi... por que entendeu que a vida permite quando a gente se permite...


Vanille Pessoa






     

    

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Até as estações mudam...





MUDAR...
Aí Luis Fernando Veríssimo disse que a maneira como você encara a vida é que faz a diferença...a vida muda quando você muda!
Mudar para quê?
Mudar para onde?
Mudar de quê?
Mudar o que?
Só mudar...Simplesmente mudar...




terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Canta Alma!




Bem que a vida podia ter trilha sonora não é?
Igual a filme de cinema...
E será que não tem?
Para algumas pessoas parece que há música tocando o tempo todo...

Que música está tocando agora na sua alma?

Na minha alma toca nessa momento uma canção elaborada pelo sabor de viver
Uma melodia forte e leve
Suave e arrebatadora
Intensa e serena

Trago tantas notas musicais no peito que as vezes elas querem desafinar
Querem tocar todas de uma vez
Como se pudessem se sobrepor umas sobre as outras...
Pensam que se não ecoarem logo, não poderão ser ouvidas...

Calma aí melodia...

Toquem uma de cada vez
Façam o som vibrar alto
Ampliem a potência das notas
Sussurrem em um grito de vida toda a canção que não foi tocada
... que não foi ouvida
... que não foi sentida
... que não foi vivida

Canta alma!
Deixa a música sair e com ela entrar todo fôlego de VIDA que só esta melodia tem...


                                                                                                                         Vanille Pessoa


                                                                                                                           





"Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom."



https://www.youtube.com/watch?v=IO9QnGf2mVw

domingo, 31 de janeiro de 2016

Banho de chuva é banho de vida


Quando chove em terras secas, a mulher nordestina, que possui alma de menina, corre para fora... para fora de casa,
para fora da casa,
para fora das casinhas,
para fora de si...
Em busca apenas daquela sensação gostosa que a chuva traz
de leveza,
de liberdade,
de esperança,
de VIDA...

                                                                                                     Vanille Pessoa

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Saudade daquela menina...



- Que dia é hoje menina?
- Sei lá... Por que?
- Porque hoje me bateu uma saudade louca de alguém que não vejo faz tempo...
- Saudade de quem?

Saudade de uma alma que acreditava em todas as pessoas que sorriam para ela... acreditava nas palavras doces que ouvia e colocava fé nelas... as vezes as palavras nem eram tão doces, mas ela as tornava açucaradas e adocicadas... saudades...

Saudade daquele olhar ingênuo para uma simples borboleta que voava sem preocupação e sem lembrar que pouco tempo atrás era apenas uma lagarta.. nossa... era uma lagarta e agora tão borboleta...

Saudade do pensamento simples, do raciocínio lógico... tudo tão fácil... sem rodeios, sem meias ideias, sem meias palavras... é assim e pronto... pronto...

Saudade do cheiro de não ter problemas... digo problemas mesmo, de verdade, de adulto... a questão é que a garota achava que tinha problemas naquele tempo... pobre menina, não sabia de nada, nem sabia o que iria encontrar lá adiante...

Ai que saudade...

Saudade da escola daquela garota... do parque... dos livros... das tarefas... do caminho percorrido todos os dias... mãos dadas com o irmão para atravessar a rua... saudade da rua...

Saudade dos velhos amigos... das meninas e dos meninos... dos amiguinhos... aqueles mesmos com que dividiu a vida por anos e hoje em dia não sabe por onde andam... o que fazem...

Saudade do jeito de andar pelo mundo... da forma que colocava um passo a frente do outro... passos firmes e leves ao mesmo tempo... você lembra?

Ela resolvia tudo muito rápido e entendia todas as cores que se coloriam diante dela...

Aquela menina tinha trilha sonora no ouvido... ela andava cantarolando e assoviando para a vida... em seus ouvidos tocava sempre uma melodia linda... uma canção cheia de suspiros e sopros...

Por onde anda aquela menina?
Que saudade dela!
Que falta ela faz...

-Você sabe por onde ela se esconde?
- Claro que sei, por que sentir falta dela? Ela convive com todas as outras que moram aí ... abra os olhos que estão fechados e perceberás que a menina ainda está aí... na verdade sempre esteve e não vai embora, ela é apenas esquecida as vezes...
Mas que bom que você perguntou por ela...