Sabe aquela menina que vivia sorrindo?
Menina não. Ela já não é uma mulher? Eu diria até que ela já é coroa, não é não?
Estou em dúvida, quando é que se deixa de ser menina para tornar-se mulher? Para tornar-se adulta? Para tornar-se...
Muitas explicações para um processo natural. Muitos conflitos para algo tão fluente.
A menina que não queria deixar de ser menina passou a não mais saber lidar com a mulher que inventava desejos novos, que falava novidades, que ousava ser ela mesma, que gradativamente saía da reta planejada e começava a desenhar curvas sinuosas e imprevisíveis.
Aquela mulher imaginava ser tão autêntica...
tão forte...
tão decidida...
Descobriu que em meio a autenticidade, há dias de medos...
Percebeu que até a fortaleza, as vezes é abalada pela realidade...
Entendeu que toda decisão é precedida de muitas incertezas, dúvidas e imprecisões...
E aquela mulher tornou-se sobrevivente das armadilhas de sua mente, das prisões da sua alma, das maluquices de seu coração e em meio a tanta confusão, encontrou na música e na palavra a maneira de colocar para fora a vontade sincera de se curar.
Curar-se... curando-se...
Música de Flaira Ferro. Me curar de mim.
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